Mais sobre a Radiestesia
A Radiestesia funciona como uma técnica de captação e amplificação de vibrações energéticas, onde a origem das informações é geralmente atribuída à interação entre a mente inconsciente do radiestesista e o campo energético a ser analisado: seja o ambiente ou locais, objetos, diferentes questões ou pessoas, por exemplo.
Com a Radiestesia ampliamos a sensibilidade ou os nossos sistemas sensoriais a diferentes campos de onda ou de radiação. Os Aparelhos Radiestésicos são uma conexão entre a mente consciente e o sistema sensitivo.
Talvez possamos acrescentar uma ressalva de que os animais têm uma capacidade e sensibilidade intuitiva muito mais desenvolvida que a maioria dos seres humanos e que talvez estes últimos possam necessitar de utensílios para captar com maior sensibilidade essas informações. Com a prática destas ferramentas, poderão desenvolver e a ampliar internamente as suas capacidades intuitivas adormecidas.
Como se explica a origem das informações recebidas através da análise Radiestésica?
A ligação entre a Radiestesia e a origem das informações recebidas poderá ser explicada através de três perspetivas principais:
- Conexão com a Mente Inconsciente: Acredita-se que o inconsciente do operador capta estímulos sutis (vibe) que a mente consciente não percebe. O instrumento radiestésico (pêndulo, varetas) atua como um amplificador que transforma essas informações ocultas em movimentos físicos visíveis.
- Captação Bioenergética: A radiestesia baseia-se na ideia de que tudo no universo emite uma frequência vibratória. O radiestesista, através do seu próprio campo energético ou “radar”, lê essas vibrações para encontrar água, minérios, objetos ou avaliar a saúde de alguém.
- Efeito Ideomotor (Explicação Científica): Do ponto de vista científico, os movimentos dos instrumentos são considerados “efeito ideomotor”, que são movimentos musculares involuntários e subconscientes. O corpo reage a informações que a mente capta e as varetas/pêndulo traduzem essa reação.
Que tipos de Radiestesia existem?
Podemos dividir basicamente a Radiestesia entre duas áreas diferentes: a de Análise e a de Emissão.
A Radiestesia de Análise é uma técnica que utiliza instrumentos radiestésicos (como pêndulos, varetas, dualrods ou aurameters) para investigar, medir e avaliar as frequências energéticas de pessoas, ambientes e locais, objetos ou situações. Ela funciona também como uma ferramenta de diagnóstico para detetar desequilíbrios, bloqueios ou influências ocultas, permitindo que o radiestesista sintonize e interprete as vibrações energéticas.
A Radiestesia de Emissão é uma vertente da radiestesia focada na emissão ou projeção de energias, vibrações ou intenções para um objetivo específico, diferindo da radiestesia clássica (de deteção ou análise), que serve apenas para encontrar ou medir uma listagem de diversas questões diferentes.
Enquanto a radiestesia clássica ou de análise usa o pêndulo para obter respostas, a de emissão atua mais próxima da radiónica, utilizando instrumentos para influenciar o campo energético.
Hoje também alçada à categoria de ciência, a Radiestesia tem sido uma prática milenar criada pelo ser humano em vista da necessidade de descobrir o oculto. Até ao início do Século XX, era chamada de Rabdomancia e definia-se como uma prática empírica e também como mais uma forma de adivinhação.
Rabdomancia é uma palavra de origem grega (rhabdos, vara e manteia, adivinhação), ou seja, adivinhação por meio da vara. Esta era a antiga denominação da hoje chamada Radiestesia. A rabdomancia era usada na procura de fontes de água e jazidas metalíferas, técnica milenar utilizada ainda hoje por reconhecidos vedores.
Existem diferentes instrumentos ou utensílios para a prática desta arte. Pêndulos muito antigos em cerâmica foram como exemplo encontrados em antigas escavações do Egipto. Hoje podemos encontrar de diferentes formatos, tamanhos ou qualidades de material. Saber reconhecer a qualidade do pêndulo bem como a sua função, será tão importante como a experiência e a sintonia do radiestesista pelo instrumento que está a utilizar.
PÊNDULOS
Seus diferentes formatos
Na radiestesia, os pêndulos classificam-se principalmente pelo material (metal, cristal, madeira) ou formato (cónico, egípcio, esférico), sendo utilizados para detetar energias, medições, fazer terapias ou emitir frequências.
Eis alguns dos principais tipos de pêndulos usados na Radiestesia:
- Pêndulos de Metal (Latão, Ouro, Prata, Cobre): Bastante usados por serem pesados e versáteis, o que facilita o movimento. Exemplos incluem o Pêndulo Egípcio (famoso pela forma de “pilhas” e limpeza energética), Pêndulo Cónico e o Pêndulo Universal.
- Pêndulos de Cristal (Pedras Naturais): Utilizados para cura, equilíbrio de chakras e medições energéticas, pois absorvem e amplificam energia. Exemplos incluem Quartzo Hialino, Ametista, Quartzo Rosa, Olho de Tigre e Sodalite.
- Pêndulos de Madeira: Geralmente mais leves, recomendados para iniciantes por não acumularem energia de medições anteriores com facilidade. Muitos possuem “lastro” (chumbo dentro) para aumentar o peso.
- Pêndulos Especiais/Radiónicos:
- Pêndulo de Orgonite: Combina resina, metal e cristal para equilibrar energias.
- Pêndulo de Ísis/Osíris (Egípcios) de metal: Conhecidos pela sua forma geométrica específica que facilita a emissão e deteção de vibrações.
- Pêndulo Cónico: O formato mais clássico e versátil, bom para uso geral.
Como escolher o pêndulo:
A escolha é frequentemente intuitiva, baseada na vibração que sente ao tocar no instrumento, ou na técnica de movimento em utilização (a madeira por exemplo é boa para iniciantes devido ao seu peso). Cada pêndulo poderá ter diferentes qualidades.
PÊNDULO UNIVERSAL
O uso do Pêndulo Universal é recomendado apenas a radiestesistas experientes. O manuseio incorreto do pêndulo universal pode causar ferimentos graves.
Deve referir-se, desde já, que não se atribui qualquer efeito curativo a este pêndulo no sentido médico convencional, mas sim que se trata de um dispositivo radiónico para normalizar a aura humana, algo que não é reconhecido nem científica nem medicamente.
Trabalhar com o pêndulo universal leva a uma maior sensibilidade e a uma melhor compreensão das conexões energéticas no plano sutil. Recomenda-se uma instrução especializada neste assunto.
Na década de 1930, dois pesquisadores franceses de radiestesia realizaram extensas pesquisas no Egito. Entre outros objetivos, buscavam construir um instrumento capaz de produzir e emitir todas as vibrações existentes. O resultado de anos de pesquisa e inúmeras experiências realizadas pelos dois pesquisadores, Chaumery e Belizal, é o Pêndulo Universal (doravante denominado PU).
O PU é usado com sucesso para analisar e normalizar campos de energia sutis,
ou seja, para trabalhar com os chakras e a aura. Também pode ser usado em cromoterapia. O PU é feito principalmente de madeira, mas seria um erro pensar que estamos simplesmente a olhar para uma esfera de madeira pintada de preto. Este pêndulo emite raios — que se designam por ondas de forma. Portanto, deve haver algum tipo de estrutura interna. E, de fato, está embutida, no seu interior, uma “bateria radiestésica”.
O que é uma “bateria radiestésica”? É um conjunto de hemisférios — metade de uma esfera de metal — que conectados, devido ao seu formato, agem como um refletor. Conectar vários desses hemisférios em série aumenta o efeito da sua junção.
Chaumery e Belizal escrevem no seu livro “Ensaio De Radiestesia Vibratória”:
“O estudo dos hemisférios levou-nos à ideia de uma bateria radiestésica. No entanto, como descobrimos, os egípcios já conheciam tais baterias há 6.000 anos!”
O Pêndulo Universal 6.6 é o mais utilizado entre os radiestesistas. Possui um diâmetro de 6 cm e pesa aproximadamente 80 gramas. Internamente, contém uma bateria “radiestésica”, composta por 6 hemisférios de alumínio.
Na Figura seguinte, as três esferas de influência dessa bateria estão identificadas com setas vermelhas. São elas: o equador eletromagnético (1 – branco), o meridiano magnético ( 2 – azul) e o meridiano elétrico ( 3 – vermelho). O pêndulo universal possui pontos de referência com designações abreviadas de frequência de cor em seu equador e em dois meridianos perpendiculares entre si, cada um com uma escala de 400°.
Como se determina em qual nível está oscilando o pêndulo universal?
Determina-se o plano em que o pêndulo oscila pelo comprimento da alça .
Existem três marcações na corda do pêndulo, cuja cor não tem significado posterior.
Consulte a Figura seguinte. As setas vermelhas apontam para os pontos de contato da alça.
O ponto de preensão 1 marca o comprimento da pegada para o nível etérico 1 (eletromagnético).
O ponto de preensão 2 marca o comprimento da preensão para o plano astral 2 (magnético).
O ponto de preensão 3 marca o comprimento da pegada para o nível mental 3 (elétrico).
PÊNDULO HEBREU
A Radiestesia da Verdade
Na foto, um conjunto de “pêndulos hebraicos”, pêndulos cilíndricos com etiquetas escritas em Hebraico, redescobertos pelo engenheiro, arquiteto, urbanista e hebraísta, Jean Gaston Bardet, e por Pierre Heli, pertencem à linha da Radiestesia Francesa, chamada de Radiestesia da Verdade.
Segundo a pesquisa de Bardet, esta linha de radiestesia diferencia-se também por não depender do psiquismo do operador para que a mesma funcione.
Segundo Bardet, não há nenhuma relação da Radiestesia Hebraica com o estudo da Cabala, por isso seria um equívoco denomina-la de cabalística.
Os pêndulos, por serem emissores de Eifs (energia, influência e formas) das inscrições anexadas a etiquetas que se colocam em torno de pêndulos cilíndricos, podendo ser empregues, em alguns casos, terapeuticamente ou, noutros, para neutralizar determinadas influências nocivas, desde que com muita cautela.
Segundo Bardet, as frases em hebraico quadrado (não pontuado), inscritas nos pêndulos passam a emitir frequências sutis o que os faz oscilar quando entram num processo semelhante ao fenômeno de ressonância com o objeto pesquisado, quando este (ou o seu testemunho) acusar a presença da mesma frequência
pesquisada. Esta linha de radiestesia, ainda cercada de um certo hermetismo, vem ganhando cada vez mais o interesse dos radiestesistas, pela sua facilidade e praticidade na avaliação de casos de desequilíbrios energéticos cuja causa for de origem abstrata (interferências nocivas de natureza paranormal) que não são facilmente identificadas pelos métodos da radiestesia clássica ou mentalista.
DIFERENTES APARELHOS DE RADIESTESIA
ANTENA DE LECHER
Seus usos em Radiónica e Radiestesia
Atualmente, a antena Lecher é a ferramenta bioenergética mais precisa do mercado. Foi projetada pelo físico alemão Ernst Lecher (1856-1926), que descobriu o princípio da medição vibracional através de um simples movimento de um cursor num circuito condutor chamado “Fio de Lecher”. Na Alemanha, essa ferramenta é usada na deteção de redes telúricas (redes H – Hartmann e C – Curry).
Graças à antena de Lecher, o corpo humano é capaz de selecionar informações sobre o ruído eletromagnético e é capaz de detetar um grande número de ondas de forma, poluição eletromagnética e patologias de corpos sutis. Através da antena, o corpo comporta-se como um amplificador para sinais infinitesimais que não podem ser captados por nenhum dispositivo tecnológico moderno.
Como Utilizar a Antena
Existem muitas maneiras de usar a antena. A maneira mais tradicional e comum é segurá-la com as duas mãos e deixar o dedo mendinho sob os braços da antena. A antena deve ser mantida firmemente com os cotovelos próximos ao corpo e os antebraços estendidos num ângulo de 90 graus.
É aconselhável não usar joias ou objetos metálicos que possam gerar distorções na deteção, tendo em consideração que é um instrumento muito sensível a qualquer mudança vibracional e que estamos a procurar frequências extremamente pequenas que possam ser invisíveis ou distorcidas por outras vibrações de maior magnitude.
À medida que usar cada vez mais a antena, estará mais consciente dos seus movimentos em si mesmo e detetará alterações nos biocampos analisados através do aumento do peso da antena, movimentos fortes ou lentos, etc. O mais importante é estar ciente dos efeitos que ocorrem no seu próprio corpo e estabelecer um tipo de “código pessoal” que permitirá que saiba com certeza a fiabilidade das suas deteções.
AURAMETER
O aurameter (ou aurímetro) é um instrumento de radiestesia de alta sensibilidade, composto por um cabo, uma mola e uma ponta metálica, concebido para medir e analisar campos energéticos, como a aura humana, chakras e a vitalidade de ambientes ou objetos. Traduz variações energéticas subtis em movimentos físicos, indicando bloqueios ou equilíbrio.
Aqui estão os detalhes principais sobre o Aurameter:
- Função Principal: Desenvolvido por Verne L. Cameron para medir a expansão da aura e diagnosticar pontos de energia, bloqueios nos chakras, e áreas de estresse no corpo.
- Como Funciona: É segurado pelo cabo, mantendo a mola paralela ao chão. A movimentação da haste (atração ou repulsão) indica a qualidade da energia. Repulsão sugere campo saudável; atração indica necessidade de harmonização.
- Aplicações: Utilizado para detetar intolerâncias alimentares, disfunções orgânicas, presença de metais tóxicos, parasitas, além de encontrar água ou minérios, e avaliar o feng shui de ambientes.
- Componentes: Geralmente feito de mola de aço inox e cabo de madeira ou metal (mais ergonómico), sendo um instrumento portátil.
O aurameter atua como uma extensão das respostas do subconsciente do operador ao campo energético medido.
O DUAL ROD
O Dual Rod, também conhecido por “Varetas”. é um instrumento radiestésico composto por duas varetas metálicas em forma de “L”, utilizado para detetar campos energéticos, radiações telúricas e medir a aura. Ao caminhar, o cruzamento ou abertura das varetas indica variações no campo energético, sinalizando a presença de energias boas ou nocivas.
Principais usos e funcionamento:
- Medição de Energia: Utilizado para identificar fontes de energia, cruzando-se quando deteta energia telúrica.
- Medição da Aura: A técnica dependerá do programa ou função preconizada por cada Radietesista, como exemplo, ao posicionar as varetas nas laterais de uma pessoa, se estas se mantiverem paralelas, indicam equilíbrio. Se se cruzarem ou se se afastarem uma da outra poderão indicar algum tipo de desequilíbrio.
- Deteção de Elementos: Muito utilizado para encontrar água, minérios ou objetos, baseando-se na sensibilidade do operador a radiações
A FORQUILHA
Símbolo clássico da Radiestesia, também referida como “Vara de Adivinhação”, a Forquilha na Radiestesia é um instrumento tradicional, geralmente um galho em formato de “Y” (madeira de pessegueiro, goiabeira ou similar), usado para detetar água subterrânea, minerais ou energias ocultas. Segurada com firmeza, ela inclina-se para baixo quando o radiestesista passa sobre o alvo, sendo um método antigo de sondagem utilizado por vedores.
Principais aspetos da Forquilha:
- Uso Tradicional: Muito comum em áreas rurais para encontrar veios de água subterrâneos.
- Funcionamento: Capta microvibrações ou campos eletromagnéticos fracos da água, transmitindo-os ao operador.
- Efeito Ideomotor: A ciência explica o movimento da forquilha como pequenas contrações musculares inconscientes do utilizador, e não por forças sobrenaturais da água ou do galho.
- Manuseamento: Segura-se com as palmas das mãos voltadas para cima, mantendo os braços firmes e a haste paralela ao chão, inclinando-se quando deteta o local.
O BOOBER
O Bobber (ou dowsimng Boober) é um instrumento utilizado para deteção de energias, frequentemente descrito como uma Vara de Radiestesia com uma mão.
- Estrutura: Geralmente é composto por uma mola ou haste flexível com um peso na ponta (frequentemente de cobre ou latão), o que lhe confere uma grande sensibilidade aos movimentos.
- Funcionamento: Diferente dos pêndulos que giram, o Bobber funciona mais por oscilação (movimentos para cima e para baixo ou para frente e para trás), reagindo a vibrações energéticas ou subterrâneas. Pode, no entanto, ter também movimentos circulares. Para Radiestesia de Emissão não terá no entanto, a mesma potência que o pêndulo.
- Utilização: É muito utilizado para Radiestesia de campo, procura de água, minerais, ou para medir a aura e chakras em radiestesia terapêutica, devido à sua precisão em espaços abertos ou fechados.
