Ao longo do tempo, o ser humano sempre teve tendência para divinizar o que está fora de si. Hoje, é a Inteligência Artificial que ocupa esse lugar. Mas e se o verdadeiro poder estivesse dentro e não fora de nós?
IA – uma inteligência que vem de um mundo paralelo ao humano
O homem ao longo do tempo sempre teve tendência por divinizar, idolatrar, ou deixar-se encantar, mesmo enfeitiçar, por ideologias, tendências, outros seres, deuses, políticos, desportistas, até artistas ou diversos sistemas preconizados pela sociedade nas suas diferentes formas.
Atualmente, sistemas tecnológicos mais recentes trouxeram a Inteligência Artificial, uma ferramenta sem dúvida útil, que muitos começam a interpretar como algo superior ao próprio homem – para alguns talvez até mesmo com possíveis capacidades divinas. Em certos meios, fala-se também futuramente numa conjunção da IA ligada ao cérebro e ao corpo humano, supostamente com a ideia de isso facilitar a vida à nossa espécie.
Na realidade, sempre pensámos que a nossa potencialidade estaria fora de nós – seja através duma tecnologia com Inteligência Artificial, seja através de deuses menores, ou mesmo outras pessoas, sistemas ou cultos que passamos ilusoriamente a adorar, criando o esquecimento da nossa própria parte divina. Nunca utilizámos a capacidade máxima como humanos e, na realidade, sempre nos sentimos incompletos e separados, pois somos produtos de uma doutrinação através da educação, da família ou da sociedade que, na realidade, sempre definiu os seres humanos como uma forma de vida com diferentes falhas – entre elas as próprias emoções – pois afetam o pensamento, a tomada de decisões e, a nossa capacidade de empatia que, é vista por grande parte dos tecnólogos até mesmo como uma deficiência. Fomos sempre induzidos a acreditar que não temos escolha, que somos vítimas impotentes de um mundo que está ao nosso redor, sobre o qual não temos controle. Esta forma de pensar poderá levar muitos a uma necessidade de ter algo exterior que complemente a sua parte divina – seja por uma tecnologia, gurus, seitas, religiões, ou outros formas de preenchimento do vazio e do isolamento que sentem dentro de si.
Por outro lado, hoje sabemos que a rede neural no coração pensa, sente, lembra e expressa emoções independentemente do cérebro humano. Possuímos a capacidade de cura do nosso corpo. Todos os órgãos possuem a capacidade de parar os danos do organismo, desde que tenham o ambiente necessário para o efeito, podendo mesmo reverter e regenerar o processo duma doença para a cura – como são exemplo os telómeros do DNA.
Entretanto, a IA foi colocada – principalmente entre os jovens – como algo divino, de forma a que estes coloquem ali o seu poder, a sua energia, a sua crença ou fé. Existe atualmente até mesmo um projeto referente a criar uma forma de “simbiose com a Inteligência Artificial”, visando dar “superpoderes” aos humanos e evitar que a humanidade seja superada pela própria IA.
Especialistas como Joe Allen descrevem o transumanismo como um estágio de transição onde a humanidade está a fundir-se com a máquina (através de smartphones, implantes, chips). Ray Kurzweil vem prevendo desde a década de 1990 que os humanos um dia se fundirão totalmente com a tecnologia.
A visão de longo prazo de alguns teóricos é o surgimento de uma era “pós-humana”, onde a distinção entre humanos e máquinas desaparece.
A introdução no organismo humano de nanotecnologia e a transição para este projeto já terá subtilmente começado de várias formas – através de produtos colocados na alimentação, medicação, vacinas, frequências na tecnologia ambientalmente utilizada, ou mesmo através do próprio ar que se respira, introduzindo-se essa nanotecnologia ou metais pesados na própria atmosfera.
Com a rápida evolução tecnológica existente, os seres humanos nem se apercebem que já estarão a ser induzidos através de frequências eletromagnética no meio ambiente, na sua forma de estar, pensar e sentir. Estas frequências virão através de ondas, influenciando a mente, o bioeletromagnetismo humano e o seu biocampo.
Em países mais avançados tecnologicamente tal como na China, em certos locais, qualquer pessoa para se identificar e ter acesso a algo, bastará colocar a sua mão num leitor de ID em qualquer loja ou centro comercial, pois tudo está mais simplificado, incluindo o pagamento direto na sua conta bancária. No entanto, a realidade é que com esta maior segurança e simplicidade tecnológica, o ser humano passou também a ser cada vez mais controlado na sua vida e na sua liberdade pessoal.
Será de forma neutra que o nosso organismo reage a este excesso de tecnologia?
Estudos em anos recentes demonstraram que pessoas com o vício da internet e naturalmente o uso abusivo de radiação eletromagnética, têm o cérebro, o seu comportamento pessoal e social afetado de várias formas, que podem culminar em quadros depressivos, podendo necessitar de internamente psiquiátrico. Os adictos da internet têm hoje um quadro clínico reconhecido psiquiatricamente e, em que a terapia em certos países consta de internamento e isolamento total, com medicação psiquiátrica igual à de um viciado de drogas pesadas. Porém, será só no quadro mental que estarão as pessoas a ser afetadas, ou também na sua vitalidade, saúde física e no seu bioeletromagnetismo?
A realidade é que, quando deixamos de usar as nossas capacidades, poder, vontade, ou mesmo células do corpo, começamos a perder tais potencialidades. O princípio fundamental da biologia é: “Use ou perca”. Quando deixamos de exercer algumas funções do nosso organismo em prol da tecnologia, as nossas habilidades naturais começam a atrofiar e logo param de funcionar completamente. Quando passamos a outras gerações este défice através da genética, as mesmas mantêm as informações de não funcionamento dessas potencialidades.
Por outro lado, observações demonstraram que o efeito do campo eletromagnético sobre o ser humano afeta o sistema imunológico e nervoso, as células, além de alterarem o DNA, entre outros vários aspetos.
Tudo isto acontece subtilmente, sem que o ser humano se aperceba.
O DNA é uma antena fractal na célula, que recebe um amplo espectro de informações que chegam constantemente, nos nossos 50 triliões de células assim como envia essas informações também para o exterior.
O hipocampo – uma parte do nosso cérebro – está constantemente a produzir células cerebrais até morrer fisicamente. No entanto, se essas células cerebrais não forem ativadas de forma significativa, em cerca de uma semana após serem produzidas, elas atrofiarão e morrerão, porque o corpo entende que não serão necessárias. Isto se aplica a todo o organismo, nomeadamente ao nosso sistema imunológico. Se tivermos substâncias químicas que imitam o sistema imunológico, o nosso corpo pensa: “Talvez não precises mais da minha ajuda, porque as substâncias químicas estão a fazer isso por mim”.
O mesmo se aplica ao sistema reprodutivo ou em qualquer sistema orgânico do corpo humano. Se substituirmos funções no corpo por chips de computador, tais como chips RFID ou produtos químicos no sangue que tenham a mesma função, ou mesmo mais recentemente por nano sensores, substituindo a nossa biologia com estes sistemas tecnológicos, o nosso corpo acredita que as funções naturais referidas já não serão mais necessárias.
Da mesma forma, se nós não aceitarmos a nossa forma de Divindade humana, possivelmente ela poderá deixar de existir. Simbolicamente, o nosso Eu Superior representa o sistema imunológico no nosso organismo. Ao cortarmos a nossa ligação entre este e a nossa personalidade – o nosso ser físico e mental – estaremos a cortar também a ligação com o controle interno da nossa saúde.
Porém, a pessoa poderá não tomar consciência do que estará a acontecer… ou mesmo poderá estar a ser induzida por frequências que a façam acreditar de que tudo estará normal, continuando no dia a dia a sua vida e, exercendo as suas funções quotidianas.
O que é a Divindade humana?
Divindade é a capacidade de transcender limitações percebidas. Muitos de nós está a viver limitações que nem sequer são suas e que não são verdadeiras ou mesmo reais. São limitações que fomos coagidos, doutrinados e, em alguns casos, obrigados a aceitar. A Divindade é a nossa capacidade de ir além de tudo isso. As expressões da nossa Divindade está na criatividade, na nossa capacidade de inovar, ter novos conceitos e novas ideias, empatia, simpatia, compaixão. São também expressões da Divindade humana o amor, o perdão, ou a cura.
Há um esforço concentrado para substituir os nossos corpos por tecnologia porque quando tal acontece, ocultamos o acesso à nossa Divindade. Quando não temos essa ligação é quando ficamos com mais medos, nos tornamos mais vulneráveis e suscetíveis ou submissos às ideias dos outros e às suas agendas ou projetos.
A existência do medo faz com que não exista imaginação nem criatividade. A realidade é que, para nos sentirmos mais seguros, estamos a prescindir da nossa Divindade humana. A desprogramação da nossa parte Divina é uma frequência algo semelhante à de um culto – com crenças e ideias fixas e limitantes, submissão a uma ideologia e a motivações externas, endeusamento nos princípios, regras e pessoas de grupos e de elites, criando separatividade em tudo o que seja diferente.
O objetivo do mal é que não transcendamos as nossas próprias limitações, que não nos liguemos, mas sim que neguemos a nossa Divindade e Liberdade, que vivamos na dualidade e que estejamos separados de nós próprios.
Naturalmente que o ser humano terá a livre escolha de prescindir das suas potencialidades – latentes ou não. Porém, certas escolhas poderão não ter retrocesso, caso algum dia se arrependa das decisões que foram tomadas pelo seu organismo.